sábado , 18 agosto 2018

TESTES RÁPIDOS PARA HEPATITES B E C ESTÃO DISPONÍVEIS NAS UNIDADES DE SAÚDE DE SENA MADUREIRA

tA rede municipal de saúde de Sena Madureira está disponibilizando os testes rápidos para Hepatites B e C. Foi definido que durante um dia da semana (toda terça-feira), as unidades básicas de saúde estarão de prontidão para realizar o procedimento. É preciso que o morador apresente um documento de identificação, preferencialmente o cartão do SUS.  O resultado é conhecido dentro de no máximo 15 minutos.

De acordo com a enfermeira Valéria Cristina, coordenadora do programa de combate e controle as Hepatites virais em Sena, a realização dos testes rápidos é de fundamental importância. “A meta principal é o diagnóstico precoce. A rede pública oferece o tratamento, por isso, quanto mais cedo à doença for diagnosticada, maiores são as possibilidades de reabilitação do paciente”, ressaltou.

O médico infectologista Alan Areal, um dos mais conceituados do Acre, atende em Sena Madureira semanalmente, fazendo o acompanhamento dos pacientes. “No ano passado foram mais de 200 casos registrados em Sena Madureira e têm surgido novos casos. Isso preocupa. Por outro lado, o município tem o privilégio de contar com o teste rápido em todas as unidades. Isso é um grande passo, um fato que até pouco tempo atrás não era uma realidade em Sena, por isso, é importante que as pessoas fiquem atentas e possam procurar esse atendimento”, salientou.

Em Sena Madureira as maiores incidências são os casos de Hepatites B e C.

Paciente com hepatite B e Delta é submetido a transplante de fígado e sobrevive

O trabalho realizado pela equipe de Sena Madureira no que tange ao atendimento e acompanhamento dos pacientes tem surtido um efeito positivo. Um morador de 30 anos de idade, diagnosticado com hepatite B e Delta foi submetido a um transplante há cerca de dois meses. “Ele não tinha mais um fígado com capacidade funcional, chagaria a óbito em pouco tempo. Mas, graças ao acompanhamento iniciado aqui em Sena Madureira, o paciente entrou na fila de transplante, esse transplante ocorreu em Rio Branco e deu tudo certo”, enfatizou Alan Areal.

Muitos pacientes, no entanto, resistem na continuidade do tratamento, em razão do efeito da medicação, sobretudo, de uma injeção chamada Interferon. “Isso é uma coisa que ainda precisamos diminuir. Sabemos do efeito colateral, mas esses efeitos tem que ser suportados. É bom lembrar que o vilão nessa história é o vírus e não o medicamento, por isso, precisamos conscientizar os nossos pacientes que não devem desistir do tratamento. Temos casos em Sena Madureira em que as pessoas foram curadas. Isso porque seguiram fielmente o tratamento”, finalizou.

A unidade de saúde Carlos Afonso Vieira de Araújo é a referência no atendimento aos casos de hepatites.

 

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