sexta-feira , 15 dezembro 2017

Morte de Ilson Nascimento deixa colegas do radiojornalismo de Sena em luto.

ilson nascimentoA morte do jornalista Ilson Nascimento (67), que ocorreu na UTI do Hospital das Clínicas em Rio Branco no final da tarde de quarta-feira, 06, pegou todos de surpresa, apesar do mesmo estar em tratamento, mas em decorrência das amizades, carinho e jeito humilde, que tinha em vida, fez muitas amizades em Sena Madureira, o qual brincava muito com seus colegas de comunicação, de uma forma saudável, onde era admirado por todos.

“Para nos de Sena que trabalhamos no Sistema Público de Comunicação, e momento de tristeza, pela a partida deste grande parceiro e amigo, pois sempre que podia vinha em nossa cidade, e sua parada principal era aqui na Difusora, onde passava horas conversando com os amigos e trocando ideias, pois o estado perdeu um dos grandes profissionais da comunicação. Hoje e um dos dias que já ficou na história do rádio jornalismo, o qual externamos nossas solidariedades e condolências a toda a família, neste momento da vida, o qual chamamos o mais difícil que e a partida. “Va com Deus amigo, e lá de cima interceda ao nosso pai eternos coisas boas para a nossa comunicação acreana”. Amigos da Difusora de Sena.

O jornalista Ilson Nascimento (67), um dos profissionais mais respeitados do rádio acreano, morreu no final da tarde de quarta-feira, 06, na UTI do Hospital das Clínicas em Rio Branco

Há meses, Ilson fazia tratamento de hemodiálise na mesma unidade. Durante o período do tratamento ele teve uma parada cardiorrespiratória e ultimamente vinha sendo alimentado através de sonda.

Ilson Nascimento começou sua vida no jornalismo em 1972, dos quais 28 anos dedicados à Rádio Difusora Acreana. Sempre foi considerado um servidor público exemplar de extrema entrega ao jornalismo da RDA. Não à toa foi premiado em 2004 com uma medalha pelos serviços prestados ao Estado do Acre.

A família com ajuda dos servidores da Rádio Difusora Acreana está providenciando o local da cerimônia fúnebre do jornalista.

 

ilson 2Brava Gente – O incansável Ilson Nascimento

De segunda a sexta, o jornalista Ilson Nascimento chega às cinco e meia da manhã ao seu posto, na Rádio Difusora do Acre. Lá, estão apenas o vigia e o operador técnico.

Inicia sua jornada dando continuidade à tarefa que iniciou na noite anterior. E conclui a escolha das pautas que estarão no noticiário das seis, com boa audiência em todo o estado, especialmente entre a população rural, madrugadora. 

Mas acordar cedo é  com ele mesmo. Trabalhar muito também. Aprendeu com o pai, que, seringueiro, às duas da manhã já estava de pé.

Ilson nasceu no Seringal Novo Cateto, em Xapuri, e embora tenha saído de lá aos sete anos, teve gravado em si o ensinamento fundamental da natureza: “O cheiro da floresta você não esquece nunca. Sempre que posso volto pra lá, gosto de encontrar os amigos e dormir na paxiúba. Aquilo me faz muito feliz”, relata.

Não é apenas com a Mãe Natureza que Ilson cultiva uma especial relação de afeto. Todos os dias visita sua mamãe e, se por algum motivo falha, ela logo telefona e dá bronca: “Tu não tem mais mãe não, hein?” É assim dona Irene, 82 anos e cheia de energia.

E ainda há Bruna Jorgete – nome charmoso, não? –, sua esposa há quase quatro décadas, mãe de seus três filhos. “Tenho quatro netos lindos e gosto de passear com eles no fim de semana”, diz Vovô Ilson.

Uma das características de Ilson é a gentileza. O especial cuidado no trato com o outro, que, no trabalho, apresenta-se no zelo com um ambiente agradável. “A gente se encontra logo cedo e é aquela alegria e brincadeira no café da manhã aqui na rádio”, diz, todo satisfeito.

Está na Difusora há 31 anos, como coordenador de jornalismo. Começou na profissão em 1972, como revisor do jornal “O Rio Branco”, a convite de José Chalub Leite. Seu Ilson é, inclusive, personagem de várias histórias do legendário jornalista, no livro “Tão Acre”. “Ele me ensinou muita coisa”, diz, fazendo coro com boa parte dos jornalistas acreanos de meia-idade.

Dos momentos mais marcantes de sua vida profissional, seu Ilson se lembra da cobertura do funeral do governador Edmundo Pinto, assassinado em 1992. “Aquele momento foi muito emocionante, era muito difícil falar da morte brutal daquele homem que sempre vinha à rádio nos visitar e brincar com a gente”, conta.

Para contrabalançar, há os casos de humor. Diz que na Difusora, sempre muito utilizada como mensageira pelo povo do interior, muitas vezes sem acesso a telefone e a outros meios de comunicação, a regra é ler a mensagem sem fazer alterações no texto original solicitado. Assim, às vezes os resultados soam engraçados, como o do rapaz que mandou dizer para a família que quebrou três costelas, mas estava “passando muito bem”.

Outro capítulo relevante na biografia de Ilson foi quando recebeu a medalha de Mérito Profissional, em 2004, concedida a servidores públicos exemplares do Acre. “É muito bom ter nosso trabalho reconhecido, isso nos rejuvenesce”, afirma.

Aos 63 anos, as histórias para contar são muitas. A mais recente é a da aposentadoria. Mas será que agora ele vai parar? “Parar por quê? Eu adoro trabalhar, me sinto um meninão, não dói pé, não dói nada!”, responde. E segue sua rotina.

Agora são oito da noite. Com as pautas já encaminhadas para o dia seguinte, ele finalmente volta para casa. Amanhã às cinco e meia da matina tem mais.

(Foto: Angela Peres/Secom

ACPURUS – Marcio Farias / Luciano Tavares, da redação ac24horas / / Agencia de Notícias do Acre – Onides Bonaccorsi Queiroz

 

Deixe uma resposta