quarta-feira , 26 setembro 2018

Trabalhadores dos Correios podem entrar em greve a partir de terça

correios 1Os trabalhadores dos Correios podem decidir por deflagrar greve por tempo indeterminado na noite de terça-feira (14). O motivo é a falta de avanço nas negociações que tentam evitar demissões. Eles protestam também contra a nova forma de entrega determinada pela direção da empresa, que amplia a demora para o recebimento de correspondências.

Segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos do Acre (Sintect-AC), Suzy Cristiny, os dirigentes da empresa ainda passaram a cobrar dos trabalhadores a assistência médica que vem consumindo até 40% dos salários daqueles que recebem pouco mais de um salário mínimo.

“Há meses estamos buscando uma negociação, tentando evitar prejuízos para o trabalhador e para a população. Os diretores da empresa querem que o carteiro passe na sua rua a cada três dias, acabando com a entrega diária, prejudicando os moradores e aumentando a carga de trabalho que vai se acumulando”, afirmou a sindicalista.

A presidente do Sintect-AC denunciou uma política de fechamento de agências, o que também prejudicará a população que depende dos serviços de envio de correspondências.

“A empresa é pública, portanto, tem uma responsabilidade social com a população. Temos muitas famílias que sacam dinheiro nas agências, que solicitam CPF e enviam correspondências. Se houver o fechamento, existirá o aumento de filas e a dificuldade de chegar até os Correios mais próximo”, alertou.

De acordo com Suzy Cristiny, todos os anos vários carteiros são obrigados a procurarem o médico por doenças relacionadas a exposição ao sol ou a acidentes. Os atendentes também procuram tratamento de saúde pelo esforço repetitivo que causa lesão nas mãos. Todos os problemas relacionados com as funções, agora, estão sendo cobrados dos trabalhadores.

“O funcionário já ganha pouco, ninguém quer ser carteiro, porque sofre com o sol, com a chuva, com a violência, com acidentes, e a estatal manda descontar do salário o pagamento dos serviços de saúde que deveriam ser custeados pelo patrão”, acusou a presidente do Sindicato.

Caso haja greve, os trabalhadores manterão o mínimo de trabalhadores previsto em lei para atender a população.

“Não queremos entrar em greve, porque sabemos dos problemas, mas, se não houver alguma manifestação, a população ficará sem o serviço em breve pelo consequente caos nas entregas provocado por incompetentes que administram a empresa”, finalizou Suzy Cristiny. (Assessoria de Comunicação)

 

Deixe uma resposta