quarta-feira , 19 janeiro 2022

Cameli herdará dívida de quase cinco bilhões em empréstimos feitos pelos governos petistas

gov3 (Copy)O governador eleito Gladson Cameli (PP) participou no auditório do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE), da apresentação do relatório que apontou na tarde desta quinta-feira (22), a real situação financeira do estado. Na ocasião vários dados foram apresentados, dentre elas, o débito bilionário com empréstimos oriundos das gestões anteriores do PT e gastos exessivos com despeza pessoal de funcionários.

De acordo com o levantamento do Tribunal de Contas, o Estado possui uma dívida consolidada de R$ 4,1 bilhões. Desse montante, 85% correspondem a empréstimos. O período entre 2010 e 2015 foi considerado o mais crítico. Nestes anos, a receita foi menor que a despesa.

Ficou demostrado no relatório apresentado pelos técnicos do Tribunal de Contas que o governo já quitou algo em torno de R$ 3,21 bilhões em dívidas, entretanto, o Acre ainda deve bastante, cerca de R$ 4,1 bilhões em empréstimos. Somente com aquisições internas, são 38,54%, já com em empréstimos internacionais, são 46,45%.

Em janeiro desse ano, a dívida de R$ 530 milhões que o estado mantinha com Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), foi renegociada. Com a medida, o Acre foi contemplado com uma carência de quatro anos e mais 10 anos para quitar a dívida com o banco. A renegociação da dívida ocorreu dentro do Programa de Reestruturação e de Ajuste Fiscal (PAF).

Gastos com pessoal

O Acre tem em seu quadro geral de funcionários, 49 mil servidores, 69% são ativos, 25% inativos e 6% são pensionistas. Somente com despesas de pessoal, são mais R$ 2,24 bilhões, que ultrapassa a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Conforme relatório, o limite prudencial é de 46,55 %. Por isso, o governo vem enxugando a máquina pública com as recentes exonerações feitas pelo governadr Tião Viana no Diário Oficial do Estado (DOE).

Desafios

gov2 (Copy)Os desafios propostos no relatório técnico do TCE, é ajustar os gastos e o desequilíbrio fiscal, além de equilibrar as dívidas do estado. Outra medida citada é que o novo governo fortaleça “o setor produtivo do estado e a revisão dos incentivos fiscais, como por exemplo, o déficit do Fundo Previdenciário do Acre”, aponta o documento.

O governo do Partido dos Trabalhadores deixou o Acre afundado em dívidas, não só de empréstimos, mas também com diversos fornecedores. Segundo um membro da equipe de transição, “muitos empresários estão desesperados com a possibilidade de um calote do atual governo.

Entre essas empresas estão, Hemocardio, Ansal, Spacecom, as que fornecem marmitas e outras que estão procurando o TCE para pedir a penhora. Pois somente assim, eles terão garantia de receber”, relatou a fonte que preferiu não se identificar.

Diante dos fatos, Gladson Cameli reiterou que esperava encontrar o estado nessa situação, porém, se mostrou preparado para o desafio de colocar o Acre nos eixos. Cameli afirmou que o enxugamento da máquina pública é necessário para que o pagamento do funcionalismo e fornecedores sejam mantidos, garantindo assim o funcionamento da máquina. O senador confirmou ainda a redução de 68 autarquias e secretarias para apenas 14.

O governador eleito salientou que a reforma administrativa é uma medida efetiva frente às dificuldades econômicas enfrentadas na atualidade

“Essa reforma se faz necessária para que o Estado funcione, para que se cumpra compromissos com servidores e fornecedores. Não vamos olhar pelo retrovisor. Iremos buscar formas de tornar o estado economicamente mais viável. A partir de janeiro, a responsabilidade é minha”, declarou.

SAIMON MARTINS, DE CONTILNET

 

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